quinta-feira, 27 de agosto de 2009

"Isto não é recessão — É uma demolição planeada"

Merece ser lido o artigo com o titulo acima, trata da crise financeira global. foi escrito por Mike Whitney e publicado aqui onde poderá ler na íntegra.



O crédito não está a fluir. De facto, o crédito está a contrair. Isto significa que as coisas não estão a ficar melhor, elas estão a ficar pior. Quando o crédito se contrai numa economia guiada pelo consumidor, coisas más acontecem. O investimento em negócios cai, o desemprego eleva-se, as receitas afundam e o PIB encolhe. O Fed gastou mais de um milhão de milhões (trillion) de dólares a tentar fazer com que consumidores começassem a tomar empréstimos outra vez, mas sem êxito. Os motores do crédito do país estão a ranger para uma paragem.

Bernanke aumentou as reservas no sistema bancário em US$800 mil milhões, mas a concessão de empréstimos ainda é lenta. Os bancos estão a entesourar capital a fim de tratar as perdas dos activos tóxicos, empréstimos não cumpridos, e de uma bolha no imobiliário comercial de US$3,5 milhões de milhões que se segue à habitacional. Eis porque a taxa de falências bancárias está a acelerar. 2010 será ainda pior; a lista está a crescer. É um banho de sangue.

Os padrões para empréstimos convencionais têm-se tornado mais apertados ao passo que o conjunto de tomadores de empréstimos aptos em termos de qualidade de crédito se contraiu. Isto significa menos crédito a fluir para dentro do sistema. O sistema bancário sombra foi amarrado pelo congelamento na titularização e apenas proporciona uma porção insignificante do crédito necessário para fazer crescer a economia. As iniciativas de Bernanke não fizeram a mínima diferença. O crédito continua a murchar.

O índice S&P 500 está 50 mais alto em relação à sua alta de Março. As financeiras, o retalho, os materiais e industriais estão a conduzir o pacote. É uma corrida ao Bear market dos "Rebentos verdes" alimentada pela Facilidade Quantitativa (Quantitative Easing, QE) do Fed a qual está a forçar liquidez para dentro do sistema financeiro e a levantar as acções. A mesma coisa aconteceu durante a Grande Depressão. As acções subiram após 1929. Então a tendência prevalecente ganhou domínio e arrastou o Dow 89 pontos para baixo em relação às suas alturas anteriores. A baixa de Março do S&P será testada antes de a recessão estar ultrapassada. A desalavancagem do sistema amplo está em andamento. Isso não mudará.

Ninguém é enganado pelos fogos de artifício na Wall Street. A confiança do consumidor continua a afundar. Toda a gente sabe que as coisas estão más. Toda a gente sabe que o media estão a mentir. O crédito está a contrair; o sangue vital da economia reduziu-se a um pingar. A economia está a dirigir-se para uma aterragem forçada.

Bernake abandonou todos os sinais de stop. Ele reduziu as taxas de juro a zero, protegeu todo o sistema financeiro com US$12 milhões de milhões (trillion), escorou instituições financeiras insolventes e monetizou US$1 milhão de milhões em títulos apoiados por hipotecas e dívida soberana dos EUA. Nada funcionou. Os salários estão a cair, os bancos estão a cortar linhas de crédito, poupanças para aposentadores foram cortadas pela metade e as perdas com a situação líquida das casas continuam a subir. Os padrões de vida não podem mais ser remendados com cartões VISA ou Diners Club. Os gastos das famílias têm de ajustar-se aos salários de cada uma. Eis porque o comércio a retalho, as viagens, a melhoria dos lares, os ítens de luxo e os hotéis estão todos dois dígitos abaixo. O dinheiro fácil secou.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Hillary Clinton Secretária de Estado


Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira numa entrevista colectiva em Chicago, a indicação da Senadora Hillary Clinton como secretária de Estado de seu futuro governo.

É preciso não esquecer que Hillary Clinton foi defensora ardente da guerra económica e militar do marido dela Bill Clinton contra o Iraque ao longo dos anos noventa, inclusive o Ato de Liberação de 1998, que criou o caminho para a invasão de George W. Bush ao Iraque. Como Senadora, Hilary votou não só para autorizar a guerra, mas ajudou a campanha de propaganda da administração Bush para a invasão, sem mesmo ter lido o relatório de avaliação dos serviços de inteligência.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Desenrascar a vida no Xipamanine



Estive no Xipamanine confrontei tuas visões de sobrevivência, no mercado de roupas. São dois tipos de mercados de roupas. De um lado roupas de segunda mão importada por cá chamadas de xicalamidades, do outro roupa feita por alfaiates. Estes alfaiates que algum defendem poderiam ser parte de uma industria de confecção emergente, têm que disputar o mercado com vendedores de roupa de segunda mão que tem os preços mais baratos.

Falei com um vendedor de roupa (o que aparece na primeira foto)de segunda mão, queixava-se de que não era fácil conseguir viver do negócio, porque diariamente conseguia apenas 50 Mt o suficiente na visão dele, para poder comer diariamente, queixou-se de que não conseguia lucros, pois o dinheiro era apenas suficiente para no fim do mês comprar mais stock de fardos de roupa de segunda mão para vender.


Conversei também com um rapaz( o que aparece na fotografia 2) que confecciona roupas, seu serviço inclui também remendar roupa e diminuir roupa que alguns adquirem em segunda mão. O entrevistado disse que conseguia fazer no mínimo 150 se o movimento não fosse bom, mas em alguns dias num bom movimento consegue fazer 250 Meticais.

Destaca-se que no xipamanine existem mais pessoas a vender roupa de segunda mão do que alfaiates. Não posso dizer de que os alfaiate conseguem mais dinheiro que os vendedores de roupa de segunda mão, porque apenas só entrevistei uma pessoa, tanto como apenas entrevistei um alfaiate.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Não há moderados no gabinete de transição de obama

Nenhuns dos 23 senadores e 133 membros da Câmara dos representantes pertencem ao gabinete de transição de Obama. Mais uma surpresa de Obama, não obstante a tónica de mudança que prometeu durante a campanha eleitoral. Com este cenário será que de fato ira cumprir com as promessas ou não passara de mais um demagogo norte americano ao serviço dos grandes interesses porque a politica nos estados Unidos da América depende dos grupos mais poderosos? Será que nos bastidores se preparam surpresas desagradáveis?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Doze Razões para Rejeitar Obama


Aqui está um artigo lúcido, numa época em que estão quase todos unânimes em relação a Obama. Fiz uma tradução sumaria, mas se quiserem o original acessem o link, é um artigo do Prof. James Petras que no original chama-se :The Elections and the Responsibility of the Intellectual to Speak Truth to Power: Twelve Reasons to Reject Obama and Support Nader/McKinney. Na verdade é bom questionar.



Doze Razões para Rejeitar Obama

1. Obama promete publicamente e repetidamente aumentar intervenção militar dos EUA no Afeganistão , aumentando o número de tropas dos EUA, ampliando as operações e se ocupando de ataques de transfronteiriços sistemáticos. Em outro palavra, Obama é maior senhor de guerra que o Bush.

2. Obama declarou publicamente que seu regime estenderá a guerra de "contra terrorismo" por terra e ar ao Paquistão, escalando a guerra para incluir aldeias, cidades e cidades que julgarem simpatizante à resistência afegã.

3. Obama se opõe a retirada das tropas de EUA no Iraque a favor de desdobramento; recolocação de tropas dos EUA das zonas de combate para posições de treino e logística do exercito iraquiano para derrotar a resistência. Obama se opõe um prazo final claramente definido para retirar as forças dos EUA do Iraque porque tropas de EUA no Iraque são essenciais a prosseguimento das políticas globais no Oriente Médio que inclui confrontações militares com o Irã, Síria e Líbano .

4. Obama declarou seu apoio incondicional a posição do lobby pro-israel e o expansão colonial e políticas belicosas do estado judeu. Ele prometeu protecção ao exército israelita . A servilidade miserável de Obama em relação a Israel era evidente no seu discurso à conferência anual da AIPAC em Washington 2008. Seus conselheiros do topo têm muito tempo e ligações notórias aos escalões de topo do princípio sionista, os Presidentes das Organizações de americanos judeus escreveram seu discurso e formulam a política de Oriente Médio de Obama.

5. Obama prometeu atacar o Irã se continuar processando urânio para seus programas nucleares. Duas vezes, a semanas antes das eleições, Obama está com o companheiro Joseph Biden que formulou uma série de pontos de "de conflito (inclusive o Irã, Afeganistão, Paquistão, Rússia e Coréia do Norte) enfatizando “responderiam vigorosamente”. Os conselheiros seniores sobre Oriente Médio de Obama incluem Zionistas como Dennis Ross, unido ao”Centro de Política Bipartidário” que publicou um relatório como que favorece a guerra com o Irão. Obama propôs oferta de negociação Irão mas, é um pretexto para emitir um ultimato para o Irão se render e entregar sua soberania ou terá que fazer face a uma agressão militar maciça

6. Incondicionalmente Obama apoia a expulsão por Israel de Palestinos e a expansão de assentamentos judeus, a causa principal de hostilidade no Oriente Médio, e o descrédito da política dos EUA na região. Com três dúzia de colaboradores pró-Israelista entre os organizadores de sua campanha, conselheiros de política, escritores de discurso são candidatos prováveis para posições em seu governo não há virtualmente nenhuma esperança de que influencia ou que aplicação da pressão popular fará mudar a submissão servil de Obama ao Poder sionista . Apoiando Obama, “os intelectuais progressivos” são com efeito, aliados dos sionista os mentores de Obama.

7. Na frente doméstica, os conselheiros económicos fundamentais de Obama têm credenciais de Wall Street impecáveis. Ele deu endosso inquestionável e imediato ao pacote de $700 bilhoes de dólares dos contribuinte do Fundo monetário do Secretário Paulson o fundo de investimento mais rico da terra e dos EUA. Obama não tem desafiado Paulson ou os bancos acerca do uso dos fundos Federais para compras e aquisições em vez de empréstimos e creditar aos produtores e proprietários de imóveis. Obama está apoiando de Paulson e Wall Street e emparelhado pelas propostas escassas dele suspender as execuções hipotecárias de hipoteca para um período de três meses, renegociações pendentes de pagamentos de interesse. Obama propõe transferências de fundos de governo a instituições financeiras mal administradas e falidas incluindo corporações capitalistas, em esforços para economizar as perdas do capitalismo falhado em lugar de procurar investimento público amplo num novo programa que gerará emprego bem pago para trabalhadores.

8. A equipa económica de Obama declarou abraçar e praticar o mercado livre abertamente sua ideologia e fez oposição para qualquer esforço para se ocupar de amplas injecções de fundos de governo em actividade produtiva publicas e serviços sociais em face a fracasso de sector privado esparramado em corrupção e colapso.

9. Obama na saúde promete o que sector privado controlará através de companhias de seguros, médico e associações de hospital e Grande farmácia a saude publica. Ele rejeita um programa de saúde nacional universal modelado depois do programa de Federal de saúde próspero, a favor do ineficiente, programa subsidiado pelo Estado ao sector privado para gerar lucros que são caros e além dos meios e capacidades de mais de um terço de famílias dos EUA.

10. Obama é e continua sendo um defensor da Agricultura de grande escala e seus subsídios que altamente subsidiaram o etanol que aumentou preços de comida para milhões de pessoas nos EUA e para centenas de milhões no mundo.

11. Obama defende continuo o embargo criminal a Cuba, confrontação hostil com a Venezuela do Presidente Chavez e outro países latino americanos os reformadores e a política de promover proteccionismo domestico e acesso ao mercado livre para a América Latina. Os conselheiros fundamentais de Obama para a política na América Latina propõem reformas cosméticas e diplomatas mas apoio inflexível por reafirmar hegemonia dos EUA.

12. Obama não propôs, nem fez seus conselheiros bilionário de mercado livre apresentem, qualquer plano inclusivo ou estratégia para sair da crise. Pelo contrário, suas propostas medidas peça por peça são incompatível: Severidade fiscal é incompatível com criação de trabalho; drenar fundos de investimento produtivo para Wall Street e procurar novas guerras arruínam recuperação económica doméstica.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Gueera no Congo Não é tribal


Para Prof. Peter Erlinder cita vários relatórios do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que dizem que as várias guerras desde que 1996 assolam o Congo nada tem a ver com o tribalismo, etnicidade, ou até mesmo o genocídio no Ruanda. Mas essas guerras tem tudo a ver com o roubo dos recursos do Congo pelos exércitos do Ruanda e Uganda e seus agentes locais.

Euforia quase geral pela eleição de Obama


Há euforia quase geral pela eleição de Obama, até por aqueles de quem se esperaria mais prudência. É inegável que foi um avança a eleição de um presidente pertencente a uma minoria, num pais com historia de ter preteridos pessoas de cor distinta da branca, mas esse mesmo pais deu uma lição ao mundo. E agora? Será que Obama será diferente dos outros que passaram pela casa branca nos últimos 20 anos?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eleições autárquicas 2008 e o CIP

Participe na fiscalização das eleições autárquicas 2008!

Seja um cidadão activo !

Pela primeira vez em Moçambique, os cidadãos moçambicanos podem participar activamente na fiscalização das eleições autárquicas, cuja campanha arranca no dia 4 de Novembro e a votação terá lugar a 19 de Novembro.

Os cidadãos podem monitorar o processo eleitoral, enviando dados sobre anomalias no decurso da campanha e no dia da votação (actos de violência, uso de bens públicos para fins eleitorais, abertura tardia das assembleias de voto, fraca afluência às urnas, o comportamento exagerado da Polícia, exclusão de observadores e delegados dos partidos, etc).

As informações serão publicadas num blog sobre o Processo Político em Moçambique, acessível na página da internet do CIP (www.cip.org/pub2008) e por email.

Os cidadãos podem enviar mensagens por telemóvel para os seguintes números (82. 9865659) e (84.9865659).

As informações recebidas serão 0tratadas com confidencialidade.

Esta é uma iniciativa conjunta do Centro de Integridade Pública e da Associação de Parlamentares Europeus para Africa (Awepa) que visa assegurar a transparência e a integridade nos processos eleitorais em Moçambique.

Os editores reservam-se o direito de não publicar informações que ultrapassam o âmbito desta iniciativa.

O CIP e a AWEPA vão publicar um relatório diário sobre as eleições autárquicas. Para obtêlo basta subscrever em http://tinyurl.com/mz-pt-sub

Participe na fiscalização das eleições na sua zona de residência !!

CENTRO DE INTEGRIDADE PÚBLICA

Boa Governação-Transparência-Integridade

Av.Amilcar Cabral 903

Tel.: (+258) 21 32 76 61 - Fax: (+258) 21 31 76 61

Caixa Postal:3622 - Maputo-Moçambique

Email:cipmoz@tvcabo.co.mz

Website: www.cip.org.mz

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os EUA são uma potência imperialista
















Os EUA constituem potência imperialista de fato, mesma que sua retórica de luta contra o terrorismo e difusão de valores democráticos procurem encobrir tal facto. Para perceber o facto pode-se recorrer a um artigo do Prof. Jules Dufour, intitulado “Review Article: The Worldwide Network of US Military Bases The Global Deployment of US Military Personnel” traça os contornos de como esta estratégia de dominação do mundo se processa se processa, cujos elementos principais incluem: 1) o controle da economia mundial e seus mercados financeiros, 2) a conquista de todos os recursos naturais (recursos primários e fontes não renováveis de energia). Para que a posterior constitua a base de poder dos EUA pelas actividades de suas corporações multinacionais e 3) projecção Geopolítica através da constituição de Rede de Bases Militares ao redor do mundo.

Para o Prof. Jules Dufour a partir do contorno da projecção Geopolítica pela constituição de bases militares os EUA estabeleceu controle de mais de 191 governos que são membros das Nações Unidas. A conquista, ocupação ou caso contrário supervisão destas várias regiões do Mundo é apoiada por uma rede integrada de bases militares e instalações que cobrem o Planeta inteiro (Continentes, Oceanos e Espaço Exterior). Tudo isso pertence ao funcionamentos de um Império extenso, as dimensões exactas da qual não é sempre fácil averiguar, mas que são de quatro tipos: 1) Força aérea 2) Exército ou bases terrestres, 3) Bases navais e d) bases de Comunicação e espionagem .

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O poder do dinheiro


Formas tradicionais de participação comunitária na tomada de decisõesôሀࠀ

Crise do sistema financeiro com centro em Wall Street, crise em que aguns estão a se beneficiar, porque preparam algo de muito grade a nível planetário, porque como todas as crise nos EUA, esta servirá para centralizar mais o poder nos EUA. Não se esqueçam que o sistema de reserva federal composto por 12 bancos, foi criado após uma crise.

Será por isso que dois dos mais proeminentes presidentes norte americanos sempre desconfiaram dos banqueiros?


Eu acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas lierdades do que os exércitos estabelecidos. (Thomas Jefferson, Presidente dos EUA; 1743 - 1826)


Formas tradicionais de participação comunitária na tomada de decisõesôሀࠀ

“O poder do dinheiro corrói a nação nos tempos de paz e conspira contra ela nas épocas de adversidade. Ele é mais despótico do que a monarquia, mais insolente que a autocracia, mais egoísta que a burocracia. Eu vejo, num futuro próximo, uma crise se aproximando que me inquieta e faz temer pela segurança do meu país. As grandes corporações foram entronadas, uma era de corrupção se instalará nos altos escalões e o poder do dinheiro, neste país, imporá à força o seu reinado, contra o interesse do povo, até que a riqueza esteja concentrada em poucas mãos e a república destruída”. ABRAHAN LINCOLN, no exercício da presidência dos Estado Unidos.

Formas tradicionais de participação comunitária na tomada de decisõesôሀࠀ

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Irão a condena ataques dos EUA ao Paquistão e à síria


Agora é o Irão a condenar os recentes ataques dos EUA ao Paquistão e à síria. O que se passa? Está-se perante algo grande ainda encoberto? Será que é a táctica antiga de provocar para depois ver a reacção? Táctica usada por Hitler no início da Segunda Guerra Mundial?

O certo é que não esta a haver uma mobilização grande para travar o belicismo norte americano, como se as pessoas estivessem a dormir, depois do 11 de Setembro que deu legitimidade para fazer tudo e até violar liberdades por parte do governo norte americano.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Rússia condena ataque dos EUA à Síria



Este não é o primeiro incidente em que o exercito norte americano ataca uma nação soberana, alegando que perseguia alvos na Alqaeda, pois bem recentemente atacou seu aliado Paquistão. 

Ambos ataques violam o principio de soberania das nações. Pois nenhum Estado pode sob alegação alguma, violar outro, não obstante esse principio muitas vezes ser colocado de parte quando os países achem que seus interesses estão a ser posto em causa. 


Mas o que mais preocupa é o fato de estar a se provocar um espiral de violência em múltiplos locais que podem levar a confrontação em que a Rússia se envolva.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Nem Obama nem Mac Cain!


Desconfio de Obama e de Mac Cain. E este desconfiar, não tem nada a ver com a suposta direita e esquerda. Este desconfiar tem a ver com o fato de qualquer que for o próximo presidente do poderoso EUA, ter que fazer a guerra ou as guerras já necessárias para o controle cada vez mais forte das finanças internacionais e dos recursos estratégicos como petróleo. Obama diz que a frete de batalha é o Afeganistão e não o Iraque, Mac Cain diz que são ambos e provavelmente outros centros.

Quem determina que será o presidente americano são os votos? São os votos, mas quem financia a as campanhas para angariação de votos? Em grande parte o grande capital. Há vantagem para o grande capital ter um presidente que aparenta ser cordeiro, do que um presidente que aparenta ser lobo como Mc cain, pois basta apenas um o Bush filho. Acredito que vários interesses do grande capital vem uma oportunidade para fazer uma combinação de hard politic com softpolitic, de Diplomacia de confrontação e confrontação com legitimidade garantida pelo carisma do Oama. Quem melhor do que Obama para isso?


Não acredito em promessas de presidentes principalmente norte-americanos, quando uma coisa fazem depois outra como Bush filho que era suposto iria se concentrar em assuntos internos e aconteceu o 11 de Setembro para começar a dsparar para todos os lados. E há outros exemplos como Bill Clinton. Este após a vitória eleitoral de 1992, fez uma viragem de 180 graus na economia. Na campanha prometeu a revisão do Nafta, com medidas trabalhistas e ambientais e investimento em programas sociais, mas seu encontro com Robert Rubin, então chefe da Goldman Sachs, o convenceu-o da urgência de abraçar a austeridade e mais liberalização.

Porquê Obama atrai as pessoas?

Depois de Collin Powell que despensa apresentação, agora é a vez de outro não menos proeminente, o antigo porta-voz do Presidente George W. Bush, Scott McClelland, que anunciou seu apoio a Obama. O que se passa a volta de Obama? Parece que muitos sentem-se atraídos por ele. Antigos conselheiros da Hillary Clinton, passam-se para o lado do Obama, inclusive personagens do Partido Republicano. Parece que há uma resposta para isso. Segundo Ivo Daalder, da Brookings Institution e ex-conselheiro de Clinton que aconselha Obama em matéria de não proliferação, as pessoas acreditam em Obama porque "Há um sentimento de que ele é um tipo que nos ajudará a transformar o modo como a América lida com o mundo."

Conselheiros de Obama


Para saltar é preciso ter os pés assentes no chão. Talvez seja isso que Obama faz, buscando no passado suas municoes para forjar as ideias do futuro? Ora vejamos suas lista de conselheiros, muitos deles com passado em determinadado tipo de politicas.
A antiga Secretária de Estado Madeleine Albright que durante a campanha das eleições primárias, deu o seu apoio a Hillary Clinton, actualmente faz parte do grupo de conselheiros de política externa de Barack Obama. Outros conselheiros são: Warren Christopher, antigo Secretário de Estado de Bill Clinton, Wiiliam Perry antigo Secretário da Defesa de Clinton, Anthony Lake que foi o primeiro conselheiro de Segurança Nacional de Clinton, posição que abandonou após criticas pelas sua inacção durante o genocídio do Ruanda e a reacção lenta aos massacres na Bósnia, Susan Rice que fez parte do Conselho Nacional de Segurança de Clinton e foi também Secretária de Estado Assistente para Assuntos Africanos.
A lista continua com Gail Smith veterana de assuntos africanos que trabalhou também para o Conselho de Nacional de Segurança em anteriores administrações democráticas, Gregory Craig, que trabalhou no Departamento de Estado durante o governo de Clinton, Jim Steinberg antigo vice-conselheiro de Segurança Nacional e Richard Danzig, Secretário da Marinha de Clinton, Daniel Saphiro, um especialista em questões do Médio Oriente, que também fez parte do Conselho Nacional de Segurança de Clinton.Gregory Craig, que trabalhou com Albright no Departamento de Estado e foi a mão direita de Clinton na sua defesa contra o impeachment, forma o primeiro círculo de conselheiros. Há outros, com um carácter mais informal, como o Zbignew Brezzinski, Conselheiro Nacional de Segurança do presidente Jimmy Carter e Dennis Ross, coordenador para o Médio Oriente de Clinton.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Quem é pobre em Moçambique?


Uma avaliação realizada por Zaida Cabral, sobre a pobreza em Nhlabe-Cariua e Maputhi-Muzo na Maganja da Costa e na Aldeia 3 de Fevereiro e Taninga na Manhiça em 1999 para a Actionaid, chegou a algumas conclusões referentes a percepção da pobreza, que vale a pena ler.

Na comunidade não existem ricos e os pobres são todos os residentes permanentes. (…) em Moçambique, os ricos são os que vivem nas cidades, em casas de alvenaria, com água canalizada e energia, têm uma alimentação requintada, aromática e gordurosa; possuem carros, motas, lojas, indústrias e capacidade de recorrer aos grandes centros, Maputo e África do Sul, quando adoecem. (…) os ricos são os dirigentes do país(…) quando as pessoas deste grupo morrem, isso é anunciado no jornal e na rádio.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Lixo é sinal de desenvolvimento?



A paisagem não muda. O lixo esta sempre presente. E no meio do lixo há sempre o plástico, esse incomodo objecto, por muitos julgados útil e muitas vezes só serve para usar uma só vez, depois jogar ao lixo. E como existem problemas de recolher o lixo na cidade da Matola resta conviver com ele e fingir que nada acontece e tudo imaginação do fotografo no bairro Patrice Lumumba.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O que três crises fazem em menos de um ano?


Este ano que ainda caminha para o fim, está marcado por três grandes crises em sectores que afectam profundamente a existência humana. A crise do aumento dos preços de alimentos, a crise do aumento dos preços de crude e a actual crise financeira resultante da especulação dos mercados financeiros. Uma crise a seguir a outra.

É certo que o preço do petróleo diminuiu de modo que nos Estados Unidos da América(EUA) se atingiu o preço mais barato de revenda ao público, segundo o Jornal de Notíciais citando a pesquisa Lundberg, que agrega dados de mais de 5.000 postos de abastecimento dos EUA. Mas o preço de revenda ao público não desceu em todos os países como Moçambique, cujo governo alega que a descida pode ser uma tendência passageira.

Nos alimentos não há novidades, os preços continuam a ser uma dor de cabeça, as soluções propostas continuam a ser assassinas, porque os métodos generalizados de produção de alimentos ainda sãos baseados em agrotóxicos, concentração de renda e terras onde o camponês é excluído como agente, sob a alegação de que produz sem eficiência para o mercado, que se pode resumir em dizer, o camponês não possui capacidades.


E veio esta crise financeira. Esta crise financeira está a provar que ser rico é bom. Esta crise está a provar que a regulação dos mercados também pode ser feita para beneficiar os poderosos, afastando o receio dos ultra-ortodoxos que a ingerência do estado é politica esquerdista impede o acumulo de fortunas. Pois bem a crise esta amostrar como fazer dinheiro com o auxilio do Estado.

imagem tirada aqui.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ESPECULADORES INSTITUCIONALIZADOS

Agora que passam alguns dias, felizmente já se começa a vislumbra com mais nitidez os contornos da crise de especulação de Wall Street. Gosto de ler Michel Chossudovsky, e um dos seus mais recentes artigos chamado “Who is Behind the Financial Meltdown?
Market Manipulation and the Institutional Speculator” o autor toca a ferida: alguns irao ganhar muito dinheiro com a crise, e esses alguns sao os especuladores da elite mais seleta, que vive da manipulação dos mercados, esta que este autor chamou de “especuladores institucionalizados”. Clique aqui para ler o artigo completo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Crise de Wall Street é crise do mundo

A dança continua, depois da a crise asiática de 1997 agora é o centro principal do capitalismo sem regras. Não somos apologistas do comunismo, mas senhoros e senhoras, precisa-se de alguns regulamentos para que as coisas funcionem. Leem o que Stiglitz escreveu abaixo. O artigo completo encontra-se aqui.

O programa da globalização esteve estreitamente ligado aos fundamentalistas do mercado: a ideologia dos mercados livres e da liberalização financeira. Nesta crise, observamos que as instituições mais baseadas no mercado da economia mais baseada no mercado vieram abaixo e correram a pedir a ajuda do Estado. Todo mundo dirá agora que este é o final do fundamentalismo de mercado. Neste sentido, a crise de Wall Street é para o fundamentalismo de mercado o que a queda do Muro de Berlim foi para o comunismo: ela diz ao mundo que este modo de organização econômica é insustentável. Em resumo, dizem todos, esse modelo não funciona. Este momento assinala que as declarações do mercado financeiro em defesa da liberalização eram falsas. Stiglitz